sábado, 25 de abril de 2009

365 dias atrás

Hoje o meu querido amigo Tiago, numa troca de correspondências electrónicas, recordou-me onde estávamos há 1 ano atrás: Porto Côvo.
E que belas recordações: sol, praia, boa comida, bom vinho, boas conversas, boa companhia!
Estou desertinha para voltar a meter os pés na areia e esparramar-me ao sol e sorver (alguns) pingos de água salgada que escorrem do meu cabelo.
Deixo-vos com uma das (belas) músicas que fez a banda sonora desse fim-de-semana alargado.



Material de trabalho


Esta semana chegaram-me, finalmente, às mãos os dados que necessitava para prosseguir com a escrita da tese. Passado mês e meio de diligências, insistências e burocracias foi-me deixado na caixa de correio informação prontinha a ser trabalhada e avaliada.
Devo confessar-vos que, seguramente, esta foi uma das vezes que mais alegria tive ao saber que teria de trabalhar. Let´s get work...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Lunes de Aguas

Hoje tive oportunidade de festejar uma tardição local de Salamanca chmada de "Lunes de Aguas" (traduzido, Segunda-Feira de Águas).

Trata-se de uma festa antiga, celebrada desde o século XVII, e que marca o regresso das prostitutas, forçadas a sair da cidade no período da Páscoa, e que se refugiavam no outro lado do rio Tornes, num sítio chamado “Tejares”.

As origens desta Festa remontam ao reinado do rei Filipe II quando este cria uma lei segundo a qual, durante aquele período, as prostitutas deveriam ser levadas para fora da Cidade respeitando os pressupostos da quadra religiosa. O seu regresso fazia-se em barcos, que atravessavam as duas margens, e as pessoas (sobretudo, os estudantes) assistiam a essa viagem nas margens do Tornes.

Hoje em dia, ainda que não se vá buscar as prostitutas, os salamantinos saem para junto do Rio e aí passam a tarde, em família e/ou com amigos, disfrutando da natureza, do convívio e do “hornazo” (um tipo de empada recheada de carne de porco).

O “Lunes de Aguas” significa, pois, o fim da Quaresma e, consequentemente, a proibição de comer carne.

Para mim, e para muitos, uma desculpa mais para passar uns bons momentos. E hoje o sol foi amigo.

sábado, 28 de março de 2009

E que privilégio...


Na passada 5f entrei pela primeira vez numa sala de cinema espanhol. Até aqui nada de muito relevante. Acontece que fui assistir ao último filme, do realizador espanhol Pedro Almodóvar, que se chama “Los Abrazos Rotos”. Numa só frase, relata a história de um homem que nos vai dando conta, através da sua memória, de um acidente de automóvel que sofreu catorze anos antes e que lhe fez perder a vista e a mulher da sua vida.

Para aqueles que gostam de cinema e sabendo que o filme ainda não estreou aí em Portugal abro-vos o apetite com este “trailer”.





sexta-feira, 20 de março de 2009

Manifesto musical


Em jeito de protesto anti-tourada, tema que me é tão caro, como muitos de vós saberão, deixo-vos "Grana y Oro", uma música de um grupo espanhol chamado "Reincidentes", formado nos finais dos anos 80 em Sevilha.


Por aqui são vistos como um grupo de referência e têm canções que são consideradas autênticos hinos.

Ainda que a forma não me agrade muito (o "rock callejero" não combina muito comigo!), a mensagem é, indubitavelmente, de sublinhar.

Agora levantem o volume.

O projecto "Cilantros"



Aqui têm a minha horta caseira: resumida a um vaso com coentros, por aqui chamados de "cilantros". Como não são fáceis de encontrar, nem baratos , trouxe sementes de Lisboa (de uma casa que existe para os lados da Praça da Figueira) e plantei-as. Eis o resultado. Espero, em breve, poder fazer uso deles e perfumar os meus apetitosos pratos.

domingo, 8 de março de 2009

Divergências léxicas


Meus amigos para que não hajam confusões fica o esclarecimento: os habitantes de Salamanca apelidam-se de charros.

Atentem a uma das defi
nições que a Real Academia Espanhola nos dá e que, invariavelmente, está desassociada daquilo que conhecemos em Portugal:

"1. adj. Aldeano de Salamanca, y especialmente el de la región que comprende Alba, Vitigudino, Ciudad Rodrigo y Ledesma. U. t. c. s."

Isto dos falsos amigos tem que se lhe diga...